quarta-feira, 3 de março de 2010

(com) vida

Se me perguntarem onde fica a minha terra, direi ali. Se me perguntarem onde encontro ele, direi ali. Se me perguntarem onde encontro o meu amor, direi ali. Um amor estranho, diferente, tênue como um arrepio no dia de frio.

Ali no verso, ali no canto, ali em cima, ali do lado, ali, só ali o meu amor eu encontro. Nessa terra, nesse solo, naquela árvore, o continente que pulsa é o meu coração.

Minha terra é marcada por dias de pranto e de glórias, de rimas e cantos, onde vi aquele colibri que se aproximou, onde expeli um bem-te-vi que eu deixei sair, logo ali, um javali que deixei invandir, na terra do gibi da minha vida, em um sambaqui que me me enterraram. Um homem travesti de si, do seu modo, travesti do mundo, do corpo e do sangue. Te tresli por inteiro e te desconbri um travesti da inquietação magoada e angustiada.

Essa terra é minha, uma terra logo ali, (com) vida. Respiro! Ali na minha terra. Mas depois de deixar chegar o colibri, me livrar do bem-te-vi e da invasão do javali, chegou o meu guri. Um puro frenesi que logo eu engoli e não quero mais cuspir, meu bogari.

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