terça-feira, 2 de março de 2010

Perdido

Aqui estou. Ainda vivo, mas não me percebo apenas me sinto. Dúvida! Estou inundado num precipício de incertezas. Será o rumo certo o que escolhi? Isso eu quero descobrir na pele, no dia a dia, na nova etapa. Mas e se ele não voltar? Me resgatar? Quero tê-lo, incorporá-lo, apenas arrancar-lhe a alma e possuí-lo. Não tenho esse direito, mas te quero, até onde eu possa suportar. Procuro forças e desejos, busco palavras e sentidos, pesquiso tua epiderme, coloco o dedo na tua ferida, te provoco, te faço remoer o teu passado, te permito, te cutuco e te sufoco. Tropeçar nas tuas penas, quando saio da cama não me convém, apenas me detém. Me enrosca nos teus pelos, me afaga nos teus seios, me cuida no teu ventre, me prende e maltrata nos teus braços e no teu sexo... desaparece, esvazia, uma caixinha vazia, uma vida vadia, uma presenaça de ida. É apenas um lapso da solidão!

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